Como é a conexão entre intestino e cérebro? Entenda essa relação!

Você já teve prisão de ventre? Lembra-se de ter ficado mal-humorado por isso? Pois saiba que, além do incômodo que nos deixa com mal-estar, há uma conexão intestino e cérebro que explica muito bem esse fenômeno. Muita gente nem imagina, mas há muito mais entre os dois órgãos do que se pode pensar.

Há muitos anos, essa interligação entre a massa cinzenta e o aparelho digestório é estudada. Afinal, por que será que a saúde do intestino afeta tanto as nossas emoções? Ou por que uma situação de ansiedade dá dor de barriga? Neste post, a gente explica mais sobre isso. Quer entender? Então, vamos lá!

O intestino como o segundo cérebro

Você sabia que o intestino é considerado o segundo cérebro? Isso porque existem cerca de 100 milhões de neurônios nas paredes desse órgão. Essa grande malha neuronal é responsável por comandar as funções do trato gastrointestinal.

Dessa maneira, esse sistema é autônomo, ou seja, não depende do comando do cérebro para atuar. Além da função principal, que é composta da digestão e da absorção de nutrientes, ele também faz a regulação dos anticorpos e coordena as bactérias que nos colonizam.

A conexão entre intestino e cérebro

Durante algum tempo, os estudiosos achavam que a conexão intestino e cérebro se dava de maneira indireta, por meio dos hormônios liberados nessas regiões. No entanto, já se sabe que essa ligação entre os neurônios desses órgãos é bem mais direta e rápida.

É por meio do nervo vago que ambos se comunicam, de maneira que um pode interferir no comportamento do outro. Por esse motivo, suas emoções podem refletir no funcionamento do intestino, de forma que o medo pode gerar vontade de evacuar, assim como algum problema intestinal pode afetar o seu humor.

A microbiota intestinal

A microbiota intestinal, mais conhecida como flora intestinal, é o conjunto de bactérias que habitam nosso intestino. Esses micro-organismos são capazes de modular e alterar a função do cérebro, modificando comportamentos. É por isso que manter essa microbiota saudável é importante não somente para o físico, mas também para a mente.

A serotonina, por exemplo, é um neurotransmissor que faz parte da regulação do sono, do apetite e do humor, além de ajudar a inibir a dor. Quase toda serotonina do corpo é produzida no trato gastrointestinal —  cerca de 95% dela. Sendo assim, faz muito sentido que o funcionamento do intestino também influencie o bem-estar.

A alimentação saudável para o bem-estar

Sabemos que uma alimentação equilibrada é a chave do sucesso para o bem-estar. O que comemos influencia diretamente as nossas emoções, pois os nutrientes são capazes de liberar substâncias que nos deixam tristes ou alegres. Por exemplo: alimentos ricos em triptofano, como castanhas, lentilha, linhaça, aveia ou arroz integral, aumentam a síntese de serotonina e, consequentemente, nos deixam com melhor humor.

Já comidas com muita gordura estão associadas à multiplicação das bactérias ruins, o que prejudica a microbiota, que, por sua vez, atrapalha a função intestinal, e isso pode afetar o seu comportamento negativamente. É por isso que manter uma alimentação saudável faz bem não somente para o físico, mas também para a mente.

A conexão intestino e cérebro é mais estreita e direta do que muita gente imagina. Diversas sensações que temos e são relacionadas a esses dois órgãos são explicadas por conta dessa ligação entre eles. Sendo assim, podemos dizer que um cardápio equilibrado é importante também para a saúde e para o bem-estar do corpo e da mente.

Com a correria do dia a dia, a gente precisa de praticidade no cardápio, não é mesmo? Que tal, então, conhecer alguns alimentos que são bem práticos e, sobretudo, saudáveis? Leia o nosso artigo e confira!

Quanto mais natural, melhor.

Chega de ultraprocessados, realçadores de sabor e de listas de ingredientes impossíveis de entender. As nossas
refeições não tem corantes ou conservantes artificiais, e cada ingrediente é comida de verdade.